você precisa de um curso que te ensine a “SER MULHER”?

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Há algumas semanas atrás, chegou na minha caixa de entrada, um e-mail que me foi reenviado por minha amada prima /amiga. Nele continha a propaganda de um novo curso sobre “ser mulher”. Me senti grata por ela ter se lembrado de mim, já que ela sabe que há tempos venho buscando a reconexão com o meu feminino sagrado e me reencontrando como bruxa . Li o e-mail e achei a proposta interessante. Supostamente, a ideia do tal curso propunha a comunhão entre a busca do sagrado feminino com o feminismo. Sem demora, me inscrevi para receber de forma gratuita as quatro primeiras aulas.
Logo de assistir a primeira vídeo-aula, fui tomada por um desconforto que brotava das minhas entranhas. Tive uma intuição ruim sobre a intenção desse curso. Soava como que”pegando carona” numa onda que há tempos passou de marolinha para estar em caminho de se transformar em tsunami. Não curti o enfoque e o discurso não me convenceu em nenhum aspecto. Respirei fundo e pus-me a meditar. Não posso julgar essa moça, pensei! Talvez não seja uma pessoa aproveitando-se de um tema tão delicado como a desconexão que nós mulheres temos com o nosso sagrado. Talvez ela fosse apenas ingênua, ou quiçá, foi movida pela avalanche de empreendedorismo virtual onde tudo está apto para virar um curso online. Veja bem, não tenho nada contra empreendedorismo e nem nada contra cursos online, pelo contrário! Mas, logo de meditar muito e por vários dias seguidos, eu entendi o que de fato estava a me incomodar com essa proposta de curso “Sou Mulher” e compartilho aqui minha reflexão: nós mulheres, de fato, precisamos de um curso para que alguém nos ensine como sermos mulheres e/ou estarmos mais conectadas com nossa essência feminina? Ainda não estou segura, mas arriscaria um NÃO como resposta. Ao menos, não neste formato!
Antes de formular e emitir uma opinião, eu terminei de assistir os quatro vídeos do pré-curso que a moça disponibilizou de forma gratuita e, ainda assim, a minha ideia não mudou. Pelo contrário, a sensação de incômodo só crescia a cada vídeo assistido! Em primeiro lugar, o conteúdo pareceu-me superficial por vários motivos, mas não pretendo entrar nesses critérios, pois a intenção aqui não é medir o quão raso ou profundo é o conteúdo proposto. E segundo, fiquei pensando como esses mesmos vídeos poderiam ser úteis disponibilizados num canal do youtube, algo assim, menos pretensioso que em formato de curso. Porque, neste caso, etiquetá-lo como “curso”, pré-supõe, nas entrelinhas, que alguém sente ter superado as brumas que nos separa de estarmos mais conectadas com nossa sacralidade. Alguém detentor da fórmula e, que, por tanto, a vende para que outras possam transpassar essas brumas também. Mas quem é que, vivendo nesse mesmo mundo patriarcal que todas nós vivemos, consegue se sentir em condições de ter superado tudo isso para dar-nos um curso? É certo que existem mulheres que estão muito mais conectadas com seu sagrado que outras, e acho maravilhoso que possamos ter essa troca. Não ensinar, mas ajudar uma amiga a ressignificar seu ciclo menstrual. Não ensinar, mas ajudar uma irmã a não ter vergonha dos odores que exalam de sua vagina. Não ensinar, mas facilitar o auto-empoderamento das mulheres que nos cercam. Veja bem, o que quero dizer é que acredito que todas estamos em condições de acompanhar uma irmã, mas nunca na condição de mestras. Apesar de estarmos desconectadas e que muitas vezes não sabemos que sabemos, se tratam de conhecimentos e sabedorias ancestrais que todas as mulheres levam consigo. É natural. Sim, é muito bem vindo o trabalho de facilitadoras que possam nos ajudar a nos reconectar com esses saberes. Qualquer coisa além disso me soa estranho.
Além dos motivos citados acima, outra coisa que me deixou desconfortável foi observar a virtualização exacerbada e desenfreada de tudo. Eu sou super adepta a aprender via internet. Eu mesma já estudei e fiz muitos cursos por essa via. Mas acredito que, se existe uma coisa que precisa ser “des-virtualizada”, é o contato entre nós mulheres. Essa “academia de empoderamento feminino” virtual não convence! Precisamos de mais vivências em comunhão. Por isso que esse curso me soou tão desconexo com o que procuro viver nessa minha busca!
Não pretendo com esse textão destruir o empreendimento ou mesmo difamar essa moça. Afinal de contas, quem sou eu para definir suas reais intenções quando decidiu vender um curso como este? Eu prefiro acreditar que ela o fez com as melhores das intenções. Mesmo! Mas, acredito que o reencontro com a sacralidade feminina se dá com os pés na terra. Se dá olhando pra Lua. Acontece na solidão de uma meditação olhando pro fogo, dançando em círculos com outras mulheres ou com as deusas na calada da noite. Pode ser que aconteça quando deixemos de desperdiçar nosso sangue sagrado jogando-o no lixo e passemos a vertê-lo na terra em oferenda a Grande Deusa Madre. Quando entendamos que o planeta Terra possui uma energia feminina muita intensa que está disponível á todos que a queiram sentir.
Moça, agora me dirijo diretamente a você! Não estou propondo um boicote ao seu curso “Sou Mulher”. Não o faria nem mesmo se tivesse esse poder! Só acredito que mercantilizar alguns saberes engarrafando-os e rotulando-os não nos ajuda muito. Estou propondo uma inversão de valores: investir uma puta grana (para muitas de nós) para estarmos atrás de uma tela de computador (no caso DESTE curso) não tem muito sentido! Meu caminho nessa estrada já é demasiado virtual e solitário. Me permita te dizer que, a única forma desta proposta ser-me útil e agradável é se você conseguir sair daí da frente, do lugar da professora e venha sentar-se aqui do outro lado com todas nós. Ou, proponho algo que me soa ainda melhor: deixa essa história de curso pra lá, e utilize-se da sua voz e de seu poder de convocação e nos convide a uma interação real e colaborativa, onde cada mulher possa doar e oferecer o que tem de melhor! Sentemos-nos no chão, de preferência em círculo para que possamos ver umas as outras. Vamos nos reunir em fogueiras, cantar, pintar, vamos sentir o cheiro de nossas vísceras. Perdemos-nos numa floresta, joguemos-nos num rio. Meditemos á luz da Lua. Corramos como lobas por aí. Uivemos! Falemos de política e de nossos direitos e conquistas. Nós, mulheres, podemos ser o que quisermos. De bruxas a empreendedoras. De Morganas a Dilmas. Mas, não profanemos o sagrado do nosso feminino! Não duvido que temos muito que aprender contigo e com o time de mulheres que você fez parceria, mas sei que temos muito pra ensiná-las também! Porque até as ideias mais legais, ficam chatas quando “corporatizadas”. Vem, moça do curso! Tira essa roupa (des)pretensiosa “pareço linda-séria-moderna-feminina-convincente” que tá tapando seu corpo e deixa essa postura de professora gesticulante. Muda esse tom de voz contido e deixa sair essa pantera desvairada que mora aí dentro. Sai daí de trás da tela, dá a mão, e vem dançar em círculos com a gente!

Menstruação Sagrada

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Arte Menstrual da artista argentina Juliaro que pinta utilizando seu sangue menstrual

Etimologicamente falando, a palavra “menstruação” significa “mudança de Lua”. E em muitos dialetos, Lua e menstruação são sinônimos ou estão associados. Quando uma mulher toma consciência do próprio ciclo e das energias nele contidas, automaticamente toma consciência da divindade dentro dela mesma, e de sua sincronia com a Lua.

Tô vendo muita gente compartilhando um vídeo de humor que se chama “E se a menstruação fosse uma pessoa?”. Assisti-lo fez-me refletir sobre algo. Até quando nos mulheres estaremos tão desconectadas da nossa Lua? Por que sempre temos que atribuir o nosso sangue sagrado a algo negativo, ruim e, no caso do tal vídeo, como algo extremamente inconveniente? Daí que muitas mulheres vão me responder: “Porque é, ué!”. Mas daí eu rebato: não seria justamente pela associação negativa que damos á nossa menstruação o que a torna de fato algo ruim? É para se pensar!

Até quando vamos tratar nosso sangue que é a pura fonte da vida como algo digno de nojo, desconforto, um verdadeiro tabu? Algo que precisa ser escondido e jamais comentado ante outras pessoas? Enquanto isso, nos comerciais de absorventes o sangue é representado pela cor azul. Eu entendo que existe uma questão cultural/antropológica com relação ao sangue, mas já deu né?!! O sangue é vermelho e sai todos os meses do nosso útero e verte por nossas vaginas, e está tudo bem com isso!

Nossas ancestrais se recolhiam no período menstrual, justamente por ser um momento de reflexão e conexão com a sacralidade que toda mulher leva consigo. Sem dor, sem constrangimento, sem tabu. Com o advento do Patriarcado, nos mulheres (e consequentemente a nossa menstruação), fomos demonizadas e nossa sacralidade arrebatada. De geração em geração, fomos aprendendo o quão negativo são “aqueles dias”. Logo, nos dias atuais, nós mulheres não temos a possibilidade de recolher-nos durante nossa Lua, portanto o corpo se manifesta gerando na maioria de nós muita dor e desconforto. Convido todas as mulheres que sofrem com TPM ou que associa o ciclo menstrual com algo ruim a refletir sobre isso. A ressignificar o seu ciclo. E aprender a amá-lo como parte de seu corpo.

Desde que comecei a me conectar com minha feminilidade de outra forma, a minha menstruação além de muito esperada é também comemorada. Aprendi a vê-la como sagrada e a cada mês me sinto grata por possuir um órgão gerador de vida dentro de mim, o mesmo que serviu de abrigo para o meu filho. O mesmo que faz-me sentir mulher. E em agradecimento, eu devolvo esse sangue pra terra. É um ciclo. A mulher é cíclica. A Lua é cíclica. A vida é cíclica.

Empoderamento feminino tem a ver também com a relação que temos com nós mesmas de forma física, emocional e espiritual.

Que as Deusas abençoem os nossos ciclos.

O despertar da bruxa

O despertar da Bruxa
Eu nasci bruxa. Durante a minha primeira infância ser bruxa era algo absolutamente natural, tanto que naquela época eu jamais pensei no assunto. Eu me sentia cheia de poderes, e eu os tinha.
Lembro-me perfeitamente de sentir uma conexão muito especial com a natureza, especialmente com as ervas e os cristais. Gostava muito de colher os “matinhos” do quintal lá de casa, e colocá-los numa panelinha com água até obter um chá, tomando-o prazerosamente. Costumava dizer que os cristais eram mágicos e me sentia muito atraída por eles.
Desfrutava muito dessa fase onde tudo tinha um ar deliciosamente místico. Um dia fui flagrada preparando um chá de um “matinho” que eu tinha colhido do quintal e levei uma baita bronca. Fui alertada que não podia sair fazendo chás de qualquer mato que eu visse pela frente, que poderia ser muito perigoso! Foi quase na mesma época que escutei um parente dizer-me com veemência que os cristais eram apenas pedras comuns, sem nenhuma magia por trás. O “perigosíssimo” matinho que eu costumava fazer meus chás era proveniente do pé de boldo lá de casa. Eles estavam tão enganados! Porém, o mais triste é que eu acreditei neles. E a bruxa caiu num profundo e longo sono.
Foi aí que comecei a me desconectar da minha sacralidade. Foi nessa fase que eu comecei preferir os refrigerantes aos chás e considerar a ecologia e afins um papo chato e desinteressante. Me urbanizei ao ponto de deprimir-me quando em algumas ocasiões ficava alguns dias afastada da cidade grande.
Assim permaneci durante muitos e muitos anos. Apesar de ter a magia muito perto como um dos tantos assuntos de meu interesse, nunca me permiti aprofundar-me mais. Até que começaram a ocorrer uma série de sincronicidades. Comecei a sentir e escutar o intenso chamado da Deusa. Em principio era sutil e vago, quase não dei-lhe atenção. Logo, o chamado se transformou  num grito feroz que soava e ecoava dentro de mim. Era insistente e agradável. Certa vez, durante minhas rotineiras caminhadas noturnas, a palavra “bruxa” pipocou na minha cabeça. Senti uma energia especial, confortável. Á partir deste dia, comecei a estudar sobre bruxaria e comecei a relembrar uma série de coisas da minha infância, me reconectei com minha essência mística, bruxa e hoje, a única coisa que lamento foi não ter escutado os chamados da Deusa antes. Eu sei que ela esteve me chamando, mas eu estava sempre demasiado “ocupada” para dar-lhe ouvidos.
Mas afinal de contas, o que é uma bruxa?
A bruxa é a mulher que possui plena consciência da sua sacralidade, utilizando-se de sua aguçada intuição para desvendar os segredos do Universo.  É una na conexão com a natureza e, sobretudo, com a Lua. Ela honra os ciclos do feminino, da menstruação, da gestação. Do nascimento, desenvolvimento e da morte. Ela ama, cria, canta, dança e seduz. A intuição é sua maior arma, e ela a usa sem temor. Imerge no mais profundo da alma de cada ser humano, animal, mineral e astral. Faz uso de todos os elementos que a Mãe Terra dá, do fogo, da água, da terra e do ar. A Bruxa é bem e é mal, pois afinal de contas, somos o que bem quisermos! Uma grande característica das bruxas é a sede por conhecimento, manipular a arte da magia requer estudo, prática e tempo.
As plantinhas voltaram a falar comigo. Os cristais voltaram a exercer esse magnetismo maravilhoso quando eu voltei a vê-los como mágicos. A energia flui melhor no meu corpo. Nunca estive tão conectada com minha essência e propósito.
A bruxa acordou! 

10 transformações maravilhosas que o PRR proporcionou na minha vida

Alana PRR II

Olá seres humanos, humanoides, híbridos e extraterrestres! Tudo bem?

Tudo o que é bom precisa ser compartilhado! Eu tô passando por uma fase tão boa na minha vida (arrisco dizer que a melhor) que se isso morrer comigo não teria valido a pena. Preciso contar, disseminar e alastrar tudo de maravilhoso que vem me acontecendo nos últimos meses. Mas antes, eu preciso fazer uma breve introdução. Então vá preparar alguma coisinha gostosa pra tomar, e volta aqui.

Voltou? Então vamos lá…

Os últimos três anos foram os mais cruéis da minha vida. Eu desempenhava muito bem o personagem de morta-viva, perambulando pela vida sem rumo, sem tesão e entusiasmo. Estava enfrentando uma depressão pós traumática em decorrência ao nascimento prematuro do meu filho. Toda a angustia e tristeza geradas no processo de recuperação dele foram sendo direcionadas pra minha alimentação. Comecei a desenvolver uma compulsão tão grande pela comida que terminou por desencadear numa obesidade de segundo grau. O excesso de peso só veio a coroar a grande fase de merda que estava passando. Essa questão se agravou muito quando em julho do ano passado – menos de dois meses antes de começar o PRR – eu perdi a minha melhor amiga, vítima de câncer de mama. E assim eu fui “vivendo” meus dias, gastando a pouca energia que tinha em tentar fazer parecer que estava tudo dentro dos conformes. A vida tava chata, sem brilho e sem cor. As únicas razões que tinha pra seguir remando mesmo sem força nos braços eram eles: meu filho, marido e meus tão amados e acalentados sonhos!

Quando eu achava que já não tinha mais saída pra essa situação, eis que a vida me surpreende com algo absolutamente extraordinário: uma vagalume chamada Alana Trauczinsky, autora do livro Recalculando a Rota e criadora do PRR (Programa Recalculando a Rota) entrou na minha vida me trazendo luz e a chance de me tornar a melhor versão de mim mesma. 

Recalculando a Rota” é a mensagem que aparece no GPS quando alguém erra o caminho e está perdido. Segundo a sua criadora, o PRR é um “curso de auto-conhecimento e recauchutagem geral de você mesmo”. Eu estava tão perdida do meu caminho que o PRR apareceu na minha vida de forma tão incrível que parecia magia. Foi um presente divino dos Deuses e Deusas que me protegem. Um presente do Universo. Um presente da Alana.

Em princípio eu estava um pouco resistente. Já tinha há muito perdido as esperanças de sair do contesto negativo e depressivo em que me encontrava. Mas aos poucos, em cada aula, cada reflexão e meditação do curso, eu fui renascendo, revivendo e me empoderando. Em pouquíssimo tempo eu já pude notar as grandes diferenças, e hoje, depois de 5 meses, o programa revolucionou geral aqui dentro de mim. É sem dúvidas um divisor de águas, um antes e um depois na minha vida. E como se tudo isso fosse pouco, o PRR é também uma máquina de fazer amigos! 
 
Quero enumerar os 10 principais feitos do PRR na minha vida:

1) Meu tratamento: Comecei um tratamento feito por mim e para mim. Deixei de negligenciar a minha alimentação e minha saúde. Adicionei a caminhada que era pra ser somente uma forma de deixar a vida sedentária e ter uma atividade física, mas que em pouquíssimo tempo se transformou num enorme prazer. Não quis chamar esse processo de “dieta”, porque é e sempre foi mais que isso, o nome “tratamento” provém de “tratar-me bem” em todos os aspectos. Nesse tempo consegui eliminar 11kg, e mesmo que ainda faltem muitos a serem eliminados, pra mim já é uma grande vitória!

2) Resgate da essência: Nesse processo eu pude me reconectar com minha essência, com o meu “eu superior” e isso me trouxe uma clareza enorme acerca das coisas que quero pra mim e pro mundo. Reencontrar-me com o essencial da minha existência faz-me sentir como se reencontrasse um amigo amado que há muitos anos eu não tinha notícias! 

3) Espiritualidade: A reconexão com minha essência me levou automaticamente a me reconectar com minha espiritualidade que há muitos anos estava abafada aqui dentro de mim. Percorri um longo e árduo caminho procurando nas religiões e doutrinas o que o tempo todo estava aqui dentro de mim. Essa consciência me empoderou mais do que nada na vida! 

4) Perdão: Eu nunca soube bem o que isso significava. Tampouco sabia que guardava tantas coisas dentro de mim que clamavam pelo meu perdão. Nesse processo perdoei a eu mesma por esses anos de trevas em que eu me permiti ficar. E perdoei a minha mãe, logo de ter ficado sem falar com ela mais de um ano em decorrência de uma briga que tivemos. Entendi que o perdão ocorre dentro da gente, e que não necessariamente precisamos externar isso. É libertador e preserva a saúde física, mental e emocional.

5) Tchau Procrastinação: Eu sempre fui a rainha de deixar tudo pra depois. O hábito de procrastinar sempre me atrapalhou demais em tudo que eu sempre quis realizar. Depois do PRR, estou conseguindo ter uma vida mais disciplinada e organizada, o que me ajuda a colocar em prática uma serie de planos que tinha esquecido há anos.

6) Sonhadora x Realizadora: Eu sempre me gabei por ser uma pessoa extremamente sonhadora. Sempre fui de passar mais tempo no campo da imaginação que no da realidade. Acontece que decidi não ser mais sonhadora e sim realizadora de todos os meus sonhos. Ao deixar de procrastinar, eu finalmente pude iniciar um projeto antigo, o de escrever um livro! Todas as vezes que eu contava algum fato dramático ou cômico da minha vida, a primeira coisa que eu escutava era: “você precisa conta isso num livro”. Isso se tornou um sonho que passei anos e anos tentando me convencer de que não estava capacitada. Mas a vagalume que me resgatou das trevas sempre diz que “todo mundo tem uma história pra contar”. Então, me enchi de coragem e comecei a contar a minha. Muita, muita emoção! 

7) Atrair seres de luz: Eu tenho uma prima que se chama Helen. Havíamos perdido o contato ainda crianças. Nossa relação se baseava em “curtirnos” nas redes sociais. Pouco depois de começar o programa, ela me mandou um whatsapp me contando que tinha acabado de comprar o livro Recalculando a Rota e que estava amando. A partir daí começamos a nos falar todos os dias, e estabelecemos uma relação de amizade tão linda que hoje não passamos um dia sem nos falar. Hoje somos mais que primas e amigas, somos confidentes uma da outra. Com isso eu concluo que iguais atrai iguais. E que os seres de luz estão por todas as partes, a gente só precisa abrir os olhos pra ver! E falando e seres de luz, eu vou falar agora de uns que tem luz própria: os vagalumes! Companheiros nessa linda jornada de auto-conhecimento que é o PRR! 

8) Gratidão:  Sempre fui de agradecer todas as coisas boas da minha vida. Mas esse era um hábito meio robótico! Hoje eu consigo sentir com cada célula do meu corpo o que é ser agraciada por algo. Começar a colocar esse sentimento em prática  de forma consciente, tem um poder enorme. Quando a gente se sente realmente grato por algo, esse sentimento vem do coração. O campo eletromagnético desse órgão cumpre a função de propagar esse sentimento no Cosmos, e aquela lei universal de que toda ação tem um reação é verdadeira, ou seja, todo o sentimento de gratidão que emanamos, volta pra gente, na nossa realidade! Aprender isso é com ter uma mina de ouro nas mãos! 

9) Tô no controle: Viver no “piloto automático” nunca mais! Eu sou a “dona da porra toda” da minha vida. E jamais cairei novamente na cilada da vitimização. Eu tenho e atraio tudo o que eu emano. Por isso, todos os dias faço o exercício consciente de emanar coisas boas pra mim, pros meus e pro mundo! 

10) Criatividade: Percebo-me muito mais criativa a partir do PRR. Nesse processo já compus música, escrevi poemas, fiz lindas fotografias, tive dezenas de ideias mirabolantes, criei um projeto, inventei contos improvisados pra ninar o meu filho, e a lista continua… Esse é só o começo!

***

Como eu mencionei no começo desse post, eu acredito mais que nunca que coisas maravilhosas precisam se espalhar. Quanto mais pessoas souberam do poder que possuem dentro de si mesmas, mais saudável o mundo será. Quanto mais pessoas souberem que não só podem, como devem se tornar a melhor versão delas mesmas, mais feliz o mundo será!

Eu não não tenho mais palavras pra expressar tanta felicidade por ter renascido. Tanta satisfação por recuperar aos poucos a minha auto-estima. Tanta alegria por ter atraído pessoas tão maravilhosas pra minha vida. Tanto entusiasmo por saber que tudo isso é apenas o começo da nova Lilix que está surgindo. Tanta gratidão por estar cada vez mais perto da Lilix que eu quero ser!

>> QUERO MAIS VAGALUMES NO MUNDO <<

Se você se interessou e também quer se tornar um vagalume, ou seja, um ser que produz luz própria, tenho a honra de contar que as inscrições pra terceira turma do PRR já estão abertas! Tenho uma boa notícia: você pode ter acesso a 4 aulas gratuitas colocando seu melhor e-mail aqui nesse link:  http://recalculandoarota.klickpages.com.br/inscricao

Tá pronto(a) pra RECALCULAR A SUA ROTA?

☽O☾ Deusa Tríplice

Bruxa

 Olá seres humanos, humanoides, híbridos e extraterrestres! Tudo bem?

No último dia 30 eu fiz 30. Trinta anos. Três décadas. Sinto que cruzei o portal imaginário do começo da vida. Da plenitude. Da transcendência. Deleitar-me-ei desse novo estagio de minha existência.

Muito me identifico com meu sorriso de menina faceira, mas me guio mesmo pelo olhar da bruxa centenária que habita dentro de mim. Ela é detentora da grande magia da intuição que me guia nas horas trevosas. É por causa dela que não temo a escuridão. “Quem tem luz própria não precisa ascender a luz” ela sussurra em meu ouvido.

Sou a Ligia do Tom e do Chico. A sereia melodiosa da Mitologia Grega. Filha de Oxum e de Ogum. Aquariana com ascendente em leão. Felina tal qual Bastet. De Cleópatra á Elis Regina. Sou um pouco de cada mulher que me fascina. Sonhadora e realizadora. Livre. Mística. Esotérica. Índigo. Amante da Lua. Pagã. Sou a Deusa Tríplice. Donzela, mãe e anciã.

Sou BRUXA.

 

PROJETO RODA MUNDO: uma volta ao globo em uma bicicleta de bambu

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Olá seres humanos, humanoides, híbridos e extraterrestres! Tudo bem?

Muitos dirão que é loucura, mas num futuro muito próximo, ele vai dar a volta ao mundo com a Dulcinéia, sua bicicleta de bambu. “É muito arriscado”, “é perigoso”, “é uma loucura”. Se me permitem, meus caros, a única loucura é passar a vida sem ter coragem de lutar pra realizar os próprios sonhos, e porque não, os sonhos de outrem.

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Ricardo Martins é o “louco” em questão. Um cara muito gente boa que tem um projeto fodástico chamado Roda Mundo, que é tão sensacional que eu não poderia deixar de compartilhar por aqui.

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Em 2010, eu estava planejando um mochilão e acabei chegando sem querer ao blog do Ricardo. Na época, ele estava temporariamente em Buenos Aires e viajava com a Capitu, a bicicleta que o acompanhou em sua primeira viagem pela América do Sul, com o projeto Roda América.

Entrei em contato com ele, e viramos amigos virtuais, (saudades MSN!). Não demorou muito para que estabeleçamos uma grande afinidade. Chegamos a mencionar várias vezes de sentar-nos pra tomar umas brejas, mas infelizmente fomos procrastinando e acabou não rolando. Eu teria adorado escutar pessoalmente todas aquelas histórias interessantíssimas que ele me contava. A que mais me emocionou, foi a que viajando pelo Uruguai, descobriu o endereço do Eduardo Galeano e foi até lá conhecer o escritor. Não só ganhou de presente um livro autografado pelo mesmo, mas ganhou também um amigo.

Inspirado nessa primeira experiência, o Ricardo escreveu um livro “Roda América – Em Busca de Nossa Gente”.

Não preciso conhecê-lo pessoalmente para saber que o Ricardo possui uma dessas almas soltas, livres, e com sede de aventuras. Sei disso porque dessa vez, ele quer explorar os confins desse mundão.

Ele vai rodar o mundo de bicicleta, minha gente!!

Mas volta ao mundo? De bicicleta? 

Roda Mundo é o nome do projeto de volta ao mundo em uma bicicleta de bambu, para descobrir culturas, aproximar pessoas e encontrar novas soluções de mobilidade urbana pelos 5 continentes.

Estudos sobre Mobilidade Urbana e Cicloturismo

Em parceria com universidades e ONGs, o Roda Mundo fará pesquisas de campo sobre Cicloturismo e Mobilidade Urbana pelo Mundo, para alimentar estudos que trarão novas possibilidades e soluções para o uso da bicicleta e demais meios de transporte. Por questões de isolamento geográfico e até mesmo político, a coleta de dados em algumas regiões do planeta é extremamente complexa, mas não para uma bicicleta, que elimina barreiras de distância e até mesmo culturais.

Eu não sei você, mas eu fico extremamente emocionada cada vez que me deparo com um projeto desse tipo. Ver gente realizando sonhos, sobretudo, quando esse sonho tem a ver com viajar e explorar o mundo. Não posso explicar com palavras o quanto isso me mobiliza, estimula e inspira. Poderia ser eu com um projeto do tipo (não de bicicleta, porque convenhamos, eu não chegaria nem na esquina de casa montada numa bike). Mas ver alguém fazer algo do tipo, me encoraja, me diz que no momento ideal, eu e meus 3 fiéis escudeiros: marido, filho e cachorro, também poderemos meter o pé na estrada e explorar cada canto desse planeta!

Convido todo mundo a participar desse projeto. Como? É muito fácil! Você pode participar ajudando a financiar essa viagem que está em campanha na plataforma de crowdfunding chamada Benfeitoria. Entre no link e assista ao vídeo com o próprio Ricardo contando como funciona o projeto Roda Mundo.

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Link Benfeitoria >> benfeitoria.com/rodamundo.

Ps: Na página do projeto Roda Mundo no Facebook tem uma entrevista imperdível com a bicicleta e musa, Dulcinéia. De nada! 😉

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Boa viagem, Ricardo e Dulcinéia. Espero poder encontrá-los por aí. 

O que você tem contra a solidão?

Parque Zoológico de Boituva/ SP - Dezembro de 2014

Olá seres humanos, humanoides, híbridos e extraterrestres! Tudo bem?

Estou muito contente porque no momento estou Recalculando a minha Rota. Isso mesmo! Como assim? Eu explico! A linda dos olhos de piscina, a Alana Trauczynski autora do livro Recalculando a Rota criou um programa de mesmo nome que, segundo a própria, é “um programa de autoconhecimento e recauchutagem geral de você mesmo!”. Tive a imensa alegria de ganhar uma bolsa pra participar e desde semana passada quando iniciamos a primeira atividade proposta pela Alana, tenho experimentado dificuldades de encontrar meus momentos de solidão para efetuar as propostas de forma mais proveitosa, o que me levou ás seguintes reflexões:

Eu amo a boa companhia de pessoas queridas, mas assim como preciso da companhia delas, eu também preciso de momentos de solidão. Eu amo a solidão. É só nela e com ela que me encontro, que entro no meu eixo, que me estimulo e que tenho tempo e espaço para pensar e refletir. Quando não tenho meus momentos de solidão eu desvio, eu sou água parada, estancada e lodosa. Mas quando eu consigo estabelecer momentos de solidão, meus pensamentos são claros e límpidos como a água corrente de um rio. Eu simplesmente preciso da solidão para viver de forma saudável. Enfatizo: não é opção, é uma questão de necessidade.

“Só quando estou sozinha me sinto totalmente livre. Reencontro-me comigo mesma e isso é agradável e reparador. É certo que, por inércia, quanto menos só se está, mais difícil é ficá-lo. Mesmo assim, em uma sociedade que obriga a ser enormemente dependente do que é externo, os espaços de solidão representam a única possibilidade se fazer contato novamente consigo. É um movimento de contração necessário para recuperar o equilíbrio” Mireia Darder, autora do livro Nascidas para o Prazer (Ed. Rigden, não publicado em português).

Desde muito nova, sempre me perguntei porque as pessoas escapam da solidão como se estivessem escapando do matadouro. Eu entendo que existem fatores sócio-culturais onde o sociabilizar é tão imposto e comemorado que quase não nos sobra tempo pra tão necessária solidão. Mas o equilíbrio é e sempre foi o melhor caminho, portanto, permita-se esses momentos tão importantes com você mesmo. Eu entendo também que todos levamos cargas emocionais que sempre evitamos “visitar”, e que talvez, virão á tona se estamos sozinhos. É doloroso, mas superar é libertador! Mas pra superar você tem que entender, e pra chegar ao entendimento você precisa estar sozinho. Tente, não dói tanto, talvez no começo, mas depois é uma delícia.

Não confunda solidão com estar sozinho. Ser solitário não significa estar aberto para desfrutar da solidão. Muitas pessoas passam o tempo todo cercadas de pessoas ao redor, e quando não as têm, procuram desesperadas por algum tipo de entretenimento para preencherem suas cabeças. Eu não tenho dúvidas de que de forma consciente ou não, essas pessoas só estão tentando escapar delas mesmas. Se elas soubessem que os momentos de introspecção são necessários e podem ser tão prazerosos quanto os momentos de interação com outros indivíduos ou artefatos, não perderiam mais tempo escapando delas mesmas.

A solidão possibilita a criatividade e a reflexão que gera autoconhecimento. O silêncio não é ausência de som, é música!  

Penso que desfrutar da solidão seja algo característico da personalidade de cada indivíduo, apesar de ter certeza que seja absolutamente adaptável á vida de pessoas cuja a solidão não é tão bem vinda, mas que reconhecem nela o caminho pra se auto-visitar.

“Para mim a solidão representa a oportunidade de revisar nosso gerenciamento, de projetar o futuro e avaliar a qualidade dos vínculos que construímos. É um espaço para executar uma auditoria existencial e perguntar o que é essencial para nós, além das exigências do ambiente social” Francesc Torralba, filósofo e autor de A Arte de Ficar Só (Ed. Milenio).

Quando você gosta da sua própria companhia (por mais difícil que ela possa ser algumas vezes) você não dependerá mais da companhia de outras pessoas, se são pessoa queridas, estar com elas será uma OPÇÃO, porém jamais uma NECESSIDADE.

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Um pouco sobre minha própria experiência:

Sempre fui alvo de pré-conceitos. Passei a minha infância e parte da minha vida adulta sendo rotulada como antipática, metida, e muitos outros adjetivos do gênero. Levei anos até perceber que me sinto verdadeiramente confortável para dizer a essas pessoas que não sou e nunca fui antipática, eu simplesmente não te acho tão interessante para gastar a minha energia contigo. Pode soar arrogante e, talvez seja, mas as pessoas extrovertidas precisam simplesmente parar de exigir que pessoas introvertidas acompanhem a sua necessidade de interagir. Não confundam introversão com timidez, pois são coisas completamente diferentes. Eu sempre fui introvertida e não tímida. Não confundam solidão com isolamento. Sempre gostei demais da solidão, mas nunca me isolei. É claro que nem sempre fui bem resolvida nesse aspecto. Eu me esforçava bastante para me inserir nos grupos e atividades sociais, mas gastava tanta energia que terminava esgotada. É libertador não sentir a necessidade de ter que cumprir com as exigências de interação social desenfreada que minam o meu estoque de energia e fazem com que eu me sinta tudo, menos eu mesma. 

Vou exemplificar: sempre fui ao cinema sozinha porque adoro. Isso não quer dizer que nunca vou ou fui ao cinema com alguém. Se tenho uma boa companhia que valha á pena eu me privar da minha amada solidão, esse ser será muito bem vindo, caso contrário, não abro mão de ir sozinha. O mesmo vale pra sair pra comer, viajar, ou fazer qualquer atividade.

Uma das poucas vezes na vida que frequentei a academia, o instrutor me sugeriu como tom de pena que eu deveria ir no horário que outras meninas frequentavam, assim eu teria companhia pros meus exercícios. Eu achei a dica valiosíssima simplesmente pelo fato de que á partir daquele momento comecei a evitar ao máximo os horários das tais companhias. Sofri com isso inúmeras vezes na escola primária e no ginásio. As aulas me exigiam demasiada interação, e quando eu adoraria passar os intervalos sozinha, ao invés disso eu era cercada de pessoas que tinham fobia só de imaginar que eu poderia estar sozinha por falta de opção, e corriam a fazer-me companhia. Era legal quando eu desejava essa companhia, mas a maioria das vezes eu só queria estar sozinha mesmo. Repito: não é que eu não desfrute de boas companhias, é só o fato de eu me sentir muito bem sozinha, e de opinar que a maior parte das atividades são bastante íntimas e que exigem muita concentração, então porque raios eu gostaria de ter a companhia de outras pessoas pra isso? As companhias são opções e não necessidades! 

Há alguns meses eu assisti a palestra da Susan Cain no TED, e me senti absolutamente identificada. Pra assistir, clique aqui.

**Quem se interessou pela proposta da autora Alana Trauczynski, segura a onda que o próximo post aqui no blog será sobre o Recalculando a Rota.

E você, o que pensa da solidão? Desfruta ou foge dela? Me conta?

Beijocas,

Lilix.